Furlan derruba Clécio, Randolfe perde o Senado e Lula vence Flávio por 225 votos
O governador perdeu a reeleição para o ex-prefeito de Macapá, e o líder do governo Lula no Congresso ficou fora do Senado. Em Brasília, o senador amapaense Davi Alcolumbre abriu a discussão do fim da escala 6x1.
Em resumo
- Dr. Furlan (PSD) foi eleito governador com 62,75% dos válidos; Clécio Luís (União), o atual, teve 36,97%.
- Rayssa Furlan (Podemos, 29,98%) e Lucas Barreto (PSD, 24,22%) ficaram com o Senado; Randolfe Rodrigues (PT) teve 18,55%.
- Lula teve 212.503 votos no Amapá e Flávio Bolsonaro, 212.278: 225 votos de diferença.
Amapá derruba o governador e o líder de Lula, e empata para presidente
Dr. Furlan (PSD) foi eleito governador do Amapá no 1º turno, em 04/10, com 281.595 votos, 62,75% dos válidos. O governador Clécio Luís (União) perdeu a reeleição com 165.900 (36,97%). Os números são da totalização final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 100% das seções, lida em 07/10 às 5h47.
No Senado, as vagas ficaram com Rayssa Furlan (Podemos), com 264.799 votos (29,98%), e com Lucas Barreto (PSD), reeleito com 213.948 (24,22%). Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo no Congresso e senador desde 2011, ficou em 3º, com 163.857 (18,55%), e deixa a Casa depois de dois mandatos, segundo a CNN Brasil e o SBT News.
Para presidente, o estado praticamente empatou: Lula (PT) teve 212.503 votos (45,71%) e Flávio Bolsonaro (PL), 212.278 (45,67%). A diferença foi de 225 votos.
Entre os oito deputados federais eleitos, o mais votado foi Felipe Show (União), com 34.587 votos (7,51%).
Alcolumbre, do Amapá, abre a discussão do fim da escala 6x1 e mira votar em 15/10
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou em 06/10 o calendário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salário, e garante dois dias de descanso. Serão cinco sessões de discussão, nesta semana e na próxima; o 1º turno de votação pode ser em 15/10, segundo a Agência Brasil.
"Cumprir integralmente o rito constitucional. Sem atropelos, sem acelerar nada", disse Alcolumbre em 06/10, em entrevista transmitida pela TV Senado. Em agosto ele tinha adiado o tema para depois da eleição. Sobre o próprio voto, disse apenas: "E aí, nesse dia, eu sei como eu vou votar".
Para passar, a PEC precisa de 49 dos 81 senadores em duas votações. A primeira sessão de discussão, no mesmo dia, teve ausência da maioria dos senadores do PL, segundo o g1.
Por que importa
O Amapá troca o governador e perde no Senado o principal articulador de Lula no Congresso. Para presidente, é o estado onde cada voto conta: 225 separaram os dois no 1º turno. E a decisão sobre a escala 6x1, que mexe com a jornada de quem trabalha, está nas mãos de um senador amapaense.
O outro lado
Randolfe agradeceu os votos e reafirmou o apoio a Lula, segundo o Diário do Amapá. Na busca feita em 07/10 não localizamos manifestação de Clécio Luís sobre a derrota. Sobre a PEC, Flávio Bolsonaro disse em 06/10 ter "uma proposta infinitamente melhor"; Rogério Marinho (PL-RN) chamou a análise de "oportunista e eleitoreira" (Poder360, 06/10).
Fontes
- TSE · resultado para governador (AP)
- TSE · resultado para senador (AP)
- TSE · resultado para deputado federal (AP)
- TSE · resultado para presidente (AP)
- CNN Brasil · Após dois mandatos, Randolfe Rodrigues perde reeleição ao Senado no Amapá
- SBT News · Líder do governo Lula é derrotado no Amapá
- Diário do Amapá · Randolfe Rodrigues agradece apoio de eleitores do Amapá
- Agência Brasil · Alcolumbre anuncia sessões para discutir e votar fim da escala 6x1 (06/10)
- TV Senado · Davi Alcolumbre fala sobre a retomada das atividades no Congresso (06/10)
- g1 · Fim da 6x1: Senado começa discussão com ausência da maioria dos senadores do PL (06/10)
- Poder360 · Rogério Marinho chama de "oportunista" análise da 6 x 1 nas eleições (06/10)
