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Bia Kicis, eleita senadora pelo DF, põe o impeachment de Moraes no centro do mandato

Na primeira entrevista depois da vitória, a deputada do PL disse que pacificar o país passa por mudar o Judiciário. Celina Leão ficou a 168 votos de vencer no 1º turno.

Briefing do Rumo nº 3 · Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Em resumo

  • Michelle Bolsonaro (29,05%) e Bia Kicis (27,44%), ambas do PL, ficaram com as duas vagas do Senado.
  • Celina Leão (PP) teve 49,93% dos votos válidos e enfrenta Leandro Grass (PT), com 34,47%, em 25/10.
  • Flávio Bolsonaro venceu Lula no Distrito Federal por 51,31% a 38,11%.

Celina fica a 168 votos de vencer, e o PL leva as duas vagas do Senado

Na totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) das 20h23 de 04/10, com 100% das seções e lida em 06/10 às 14h54, a governadora Celina Leão (Progressistas, PP) teve 825.530 votos (49,93% dos válidos) e Leandro Grass (Partido dos Trabalhadores, PT), 569.930 (34,47%). Com 1.651.394 votos válidos, ela precisava de 825.698 para vencer: faltaram 168. Os dois voltam às urnas em 25/10.

Celina era vice e assumiu em 30/03/2026, quando Ibaneis Rocha (Movimento Democrático Brasileiro, MDB) renunciou ao governo.

No Senado, Michelle Bolsonaro (Partido Liberal, PL) teve 938.496 votos (29,05%) e Bia Kicis (PL), 886.616 (27,44%). A senadora Leila do Vôlei (Partido Democrático Trabalhista, PDT) teve 21,25% e perde o mandato; Erika Kokay (PT), 18,91%. Na noite de 04/10, Michelle foi erguida por apoiadores na comemoração.

Para presidente, Flávio Bolsonaro (PL) teve 909.616 votos (51,31%) e Lula (PT), 675.627 (38,11%) (TSE, 12h51 de 05/10). Para a Câmara, o mais votado foi Fábio Felix (Partido Socialismo e Liberdade, PSOL), com 224.224 votos (13,41%); o PL fez 3 das 8 cadeiras.

Bia Kicis chega ao Senado com o impeachment de Moraes como bandeira

Eleita senadora, a deputada federal Bia Kicis (PL) disse na primeira entrevista depois da vitória, em 04/10, que a pacificação do país depende de mudanças no Judiciário e citou o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como uma das prioridades do mandato. “Ninguém aguenta tanta briga”, afirmou, segundo o Metrópoles.

Ela contou que, na campanha, o momento em que o público mais reagia era quando falava do impeachment de Moraes. O Correio Braziliense registrou que a pauta dela inclui também a anistia aos presos pelos atos de 08/01/2023; o Jornal de Brasília, a defesa da pacificação.

Quem julga o impeachment de ministro do STF é o Senado, e o pedido só anda se o presidente da Casa decidir colocá-lo em pauta. Bia Kicis toma posse em 01/02/2027, com mandato até 2035, ao lado de Michelle e de Damares Alves (Republicanos).

Por que importa

A partir de 2027, as três cadeiras do Distrito Federal no Senado ficam com mulheres do mesmo campo político, e uma delas chega com a promessa de levar adiante o impeachment de um ministro do STF. No governo local, uma diferença de 168 votos empurrou a decisão para 25/10.

O outro lado

O Supremo e o ministro Alexandre de Moraes não comentaram as falas de Bia Kicis até a tarde de 06/10, segundo o que o Portal localizou. Na noite de 04/10, Leandro Grass disse ter enfrentado “a máquina e o poder econômico” (Jornal de Brasília); o Portal não localizou resposta de Celina nem manifestação de Leila do Vôlei sobre a derrota.