Espírito Santo · o dia

Pazolini por um triz, Ferraço no 2º turno, e Moraes arquiva o caso de Marcos do Val

O candidato do Republicanos teve 49,65% e enfrenta o governador em 25/10. Em 06/10 veio a público o arquivamento da investigação contra o senador capixaba.

Briefing do Rumo nº 4 · Quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Em resumo

  • Lorenzo Pazolini (Republicanos) teve 49,65% dos válidos e Ricardo Ferraço (MDB), 34,06%.
  • Renato Casagrande (PSB, 24,70%) e Evair de Melo (Republicanos, 24,39%) ficaram com o Senado; Fabiano Contarato (PT) teve 12,94%.
  • Flávio Bolsonaro venceu no estado com 54,78%; Lucas Polese (PL) foi o deputado mais votado, com 419.735 votos.

Pazolini quase leva no 1º turno e o governador vai ao 2º em desvantagem

Lorenzo Pazolini (Republicanos) teve 1.048.633 votos, 49,65% dos válidos, e ficou perto de vencer no 1º turno. O governador Ricardo Ferraço (MDB) teve 719.397 (34,06%) e Helder Salomão (PT), 323.483 (15,32%). Os números são da totalização final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 100% das seções, lida em 07/10 às 5h47.

Ferraço era vice e assumiu o governo em 02/04/2026, quando Renato Casagrande (PSB) renunciou para disputar o Senado. Casagrande conseguiu a vaga com 995.361 votos (24,70%), e a outra ficou com Evair de Melo (Republicanos), com 982.978 (24,39%), 12.383 votos atrás. Maguinha Malta (PL) teve 18,90% e o senador Fabiano Contarato (PT), 12,94%.

Para presidente, o Espírito Santo deu 54,78% dos válidos a Flávio Bolsonaro (PL) e 37,76% a Lula (PT).

Dos dez deputados federais eleitos, o mais votado foi Lucas Polese (PL), com 419.735 votos (19,66%), quase três vezes o 2º colocado, Jack Rocha (PT), com 142.187.

Moraes arquiva a investigação contra o senador capixaba Marcos do Val

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou a investigação contra o senador Marcos do Val (sem partido-ES) e os jornalistas Oswaldo Eustáquio, Allan dos Santos e Ednardo D'Ávila Raposo. A decisão é de 04/09, mas só veio a público em 06/10. O caso apurava uma campanha nas redes contra o delegado da Polícia Federal (PF) Fábio Shor e ministros do tribunal.

A PF tinha indiciado os quatro em agosto de 2025 por obstrução de investigação e incitação ao crime. Moraes seguiu a Procuradoria-Geral da República (PGR), que não viu prova de ação organizada; o que restava poderia ser crime contra a honra, que depende de pedido do ofendido, e esse pedido não houve.

"Acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação", escreveu o ministro, segundo trecho publicado pelo Metrópoles.

Por que importa

O capixaba volta às urnas com o governador 15 pontos atrás, e os 15% de Helder Salomão viram o voto disputado. No Senado, o estado troca Contarato por Evair e devolve Casagrande à política nacional.

O outro lado

Allan dos Santos reagiu ao arquivamento nas redes em 06/10, segundo a Gazeta do Povo. Na busca feita em 07/10 não localizamos manifestação de Marcos do Val, do gabinete de Moraes ou de Fábio Shor sobre a decisão, nem de Contarato sobre a derrota.