Paraíba · o dia

Lucas Ribeiro leva a Paraíba no 1º turno e o pai de Hugo Motta fica fora do Senado

O governador que assumiu em abril teve 64,30% dos votos válidos. Nabor Wanderley ficou em 3º, e a senadora Daniella Ribeiro, mãe de Lucas e 1ª suplente de Nabor, sai do Senado em 2027.

Briefing do Rumo nº 2 · Domingo, 4 de outubro de 2026

Em resumo

  • Lucas Ribeiro (PP) foi eleito no 1º turno com 64,30% dos válidos; Efraim Filho (PL) teve 24,18% (TSE, 23h23 de 04/10).
  • João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ficaram com as duas vagas do Senado; Nabor Wanderley, pai de Hugo Motta, teve 20,91%.
  • Na Paraíba, Lula teve 61,31% dos válidos para presidente, contra 33,07% de Flávio Bolsonaro.

Lucas Ribeiro vence com 64%, e a Paraíba dá 61% a Lula

Lucas Ribeiro, do Progressistas (PP), venceu no 1º turno com 1.470.252 votos, 64,30% dos válidos, pela leitura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com dados das 23h23 de 04/10 e 100% das seções. O senador Efraim Filho, do Partido Liberal (PL), teve 24,18%, e Cícero Lucena, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), 11,06%. Lucas era vice e assumiu o governo em 02/04, quando João Azevêdo renunciou para disputar o Senado.

Azevêdo, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), foi o mais votado para o Senado, com 1.391.994 votos (32,50%). Veneziano Vital do Rêgo (MDB) se reelegeu com 974.550 (22,76%). O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL) ficou em 4º, com 12,46%. Efraim não disputava vaga no Senado: o mandato dele vai até 2031.

Para presidente, Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT), teve 61,31% dos válidos no estado, e Flávio Bolsonaro (PL), 33,07% (TSE, dados das 0h46 de 05/10).

Na Câmara, o mais votado foi Cabo Gilberto Silva (PL), com 267.142 votos (11,11%). O Republicanos ficou com 3 das 12 vagas; PL e PP, com duas cada. Aguinaldo Ribeiro (PP), tio do governador, foi o 2º mais votado, com 180.720, e o ex-governador Ricardo Coutinho (PT) se elegeu com 163.277.

Pai de Hugo Motta fica em 3º para o Senado, e a irmã entra na Assembleia

Nabor Wanderley (Republicanos), ex-prefeito de Patos e pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, terminou em 3º, com 895.398 votos (20,91%), 79.152 atrás de Veneziano. Ele tinha o apoio do filho na campanha.

O próprio Hugo Motta foi reeleito deputado federal com 124.339 votos, a 5ª maior votação do estado. A irmã dele, Olívia Motta (Republicanos), foi eleita deputada estadual com 67.991 votos, a 3ª maior votação para a Assembleia Legislativa.

A derrota de Nabor tem outro efeito. A 1ª suplente da chapa era a senadora Daniella Ribeiro (PP), mãe do governador. Ela abriu mão de concorrer à reeleição e aceitou a suplência na aliança que sustentou a candidatura do filho. Com a chapa fora, Daniella deixa o Senado quando o mandato, iniciado em 2019, terminar, no fim de janeiro de 2027.

Ao aceitar a vaga de suplente, na convenção de 05/08, ela disse: "Eu aceitei porque eu tenho um compromisso com a Paraíba" (Poder360).

Por que importa

A Paraíba manteve no governo e no Senado o grupo de Lucas Ribeiro e João Azevêdo, mas a bancada do estado em Brasília muda: a partir de 2027, os senadores serão Efraim Filho, que disputou contra o governador, Azevêdo e Veneziano. A família Motta perde a vaga majoritária que buscava, mas mantém o presidente da Câmara reeleito e ganha uma cadeira na Assembleia.

O outro lado

Efraim Filho (PL), ao votar em João Pessoa na manhã de 04/10, antes da apuração, disse que enfrentava "uma máquina poderosa com uso e abuso dos contracheques" (Paraíba Online). Até a publicação, o Portal não encontrou manifestação de Efraim, de Nabor Wanderley ou de Hugo Motta sobre o resultado.