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Deltan promete impeachment de Moraes com a vaga no Senado ainda pendente no TSE

Eleito com 2,9 milhões de votos, o ex-procurador fez do Supremo o alvo do primeiro discurso. No mesmo dia, o prefeito de Curitiba, do PSD, anunciou voto em Flávio Bolsonaro.

Briefing do Rumo nº 3 · Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Em resumo

  • Sergio Moro (PL) foi eleito governador com 50,10% dos válidos, 6.774 votos acima da metade.
  • Deltan Dallagnol (Novo) teve 25,14% e ficou com a 2ª vaga do Senado, mas o registro ainda será julgado pelo plenário do TSE.
  • Eduardo Pimentel (PSD), prefeito de Curitiba, declarou apoio a Flávio, que fez 59,91% no estado.

Moro vence no 1º turno por 6.774 votos, e o Paraná troca os três senadores

Sergio Moro, do Partido Liberal (PL), foi eleito governador em 04/10 com 3.127.911 votos, 50,10% dos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 100% das seções. A metade era 3.121.137: ele passou dela por 6.774 votos. Sandro Alex, do Partido Social Democrático (PSD), candidato do governador Ratinho Júnior, teve 25,37%, e Requião Filho, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), 23,47%.

No Senado, as vagas de Flávio Arns e Oriovisto Guimarães ficaram com Filipe Barros (PL), com 27,25%, e Deltan Dallagnol (Novo), com 25,14%. Alexandre Curi (PSD) teve 16,85%, e Gleisi Hoffmann, do Partido dos Trabalhadores (PT), 13,35%. Como governador, Moro deixa a terceira cadeira, que passa ao suplente.

Para presidente, o estado deu 59,91% a Flávio Bolsonaro (PL) e 31,20% a Lula (PT) (TSE, arquivo final das 12h51 de 05/10). Na Câmara, o recordista foi Jeffrey Chiquini (Novo), com 425.399 votos (6,81%), seguido de Guilherme Kilter (Novo), com 269.832.

Eleito sob decisão provisória, Deltan diz que vai pedir o impeachment de Moraes

A vaga de Deltan ainda não é definitiva. Na noite de 03/10, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, indeferiu o registro e mandou anular os votos dele. Na manhã de 04/10, o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão e mandou contar os votos (Gazeta do Povo e Congresso em Foco). A palavra final é do plenário do TSE, sem data marcada.

O caso repete 2023, quando o TSE cassou o mandato de deputado federal de Deltan por entender que ele deixou o Ministério Público Federal enquanto respondia a procedimentos disciplinares, o que o tribunal considerou fraude à Lei da Ficha Limpa.

No discurso da vitória, em 04/10, Deltan prometeu trabalhar pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Nós não vamos nos dobrar ao sistema de abuso, de corrupção e de arbítrio judicial”, disse, segundo a Gazeta do Povo. E reclamou da proibição de fazer campanha: “Por 15 dias, me impediram de pedir votos, o mais básico em uma eleição”.

Prefeito de Curitiba rompe a neutralidade do PSD e vai votar em Flávio

Eduardo Pimentel, do PSD, prefeito de Curitiba, anunciou em vídeo nas redes sociais, em 05/10, que vai votar e trabalhar por Flávio Bolsonaro no segundo turno. “Tenho as minhas convicções e não vou ficar em cima do muro”, disse, segundo a Gazeta do Povo e a Tribuna do Paraná.

O PSD decidiu não apoiar nenhum dos dois candidatos no plano nacional. Pimentel é aliado de Ratinho Júnior, que também é do PSD e está licenciado do governo desde 17/09 para fazer campanha; o vice Darci Piana responde pelo estado.

Em Curitiba, Flávio teve 628.721 votos (57,5% dos válidos) e Lula, 332.099 (30,37%) no 1º turno, segundo a Gazeta do Povo.

Por que importa

Uma das duas cadeiras do Paraná no Senado está pendurada numa decisão do TSE: se o plenário mantiver o indeferimento, os 2,9 milhões de votos de Deltan são anulados e a vaga muda de mãos. No 2º turno, o prefeito da capital deixa claro de que lado o PSD paranaense vai jogar, apesar da neutralidade nacional do partido.

O outro lado

Deltan atribui a ofensiva contra a candidatura a “um ministro em Brasília, aliado de Alexandre de Moraes” (Gazeta do Povo, 04/10); o TSE não se manifestou fora dos autos. O STF e Alexandre de Moraes não comentaram a promessa de impeachment até a tarde de 06/10. Sandro Alex cumprimentou Moro pela vitória em nota de 04/10 (Gazeta do Povo).