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Paraná elege Moro no 1º turno e põe Deltan no Senado com recurso ainda no TSE

O ex-juiz da Lava Jato vai governar o estado a partir de janeiro. O ex-procurador que trabalhou com ele ganhou uma vaga no Senado, mas a candidatura ainda depende do plenário do Tribunal Superior Eleitoral.

Briefing do Rumo nº 4 · Quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Em resumo

  • Sergio Moro (PL) foi eleito governador no 1º turno com 50,10% dos votos válidos.
  • Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) ficaram com as vagas do Senado; Gleisi Hoffmann (PT) teve 13,35%.
  • Flávio Bolsonaro venceu no estado com 59,91%, contra 31,20% de Lula.

Moro passa dos 50% por pouco e evita o 2º turno; Gleisi fica em 4º

Sergio Moro, do Partido Liberal (PL), foi eleito governador do Paraná em 04/10 com 50,10% dos votos válidos (3.127.911 votos). Sandro Alex, do Partido Social Democrático (PSD), do mesmo partido do governador Ratinho Júnior, ficou em 2º com 25,37%, e Requião Filho teve 23,47%. Números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), leitura de 05/10, 11h46, com 100% das seções apuradas.

Para o Senado, venceram Filipe Barros (PL), com 27,25%, e Deltan Dallagnol (Novo), com 25,14% (2.904.594 votos). Alexandre Curi (Republicanos), presidente da Assembleia Legislativa, teve 16,85%. Gleisi Hoffmann, do Partido dos Trabalhadores (PT), ficou em 4º com 13,35%.

Na disputa presidencial, o Paraná deu 59,91% dos votos válidos a Flávio Bolsonaro (PL) e 31,20% a Lula (PT), segundo o TSE em leitura de 05/10, 12h51.

O deputado federal mais votado foi Jeffrey Chiquini (Novo), com 425.399 votos (6,81%). Rosangela Moro (PL), mulher do governador eleito, também se elegeu, com 2,34%.

Deltan é eleito senador, mas o plenário do TSE ainda decide se ele assume

A vitória de Deltan Dallagnol chega com a candidatura sob contestação. O ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, indeferiu o registro dele e mandou anular os votos; no dia seguinte, o presidente do tribunal, ministro Nunes Marques, suspendeu essa decisão, e Deltan disputou com os votos contados.

O caso ainda precisa ir ao plenário do TSE. A discussão repete a de 2023, quando o tribunal cassou o mandato de deputado federal de Deltan por entender que ele saiu do Ministério Público Federal para escapar de processos disciplinares, o que driblaria a Lei da Ficha Limpa. A defesa anunciou que recorre da decisão individual que indeferiu o registro.

Se o plenário confirmar o indeferimento e anular os votos, a segunda vaga do Paraná no Senado fica em disputa pela forma de recontagem que o TSE definir. Até 07/10, não havia data para esse julgamento.

Por que importa

O Paraná troca o grupo de Ratinho Júnior por Moro, que já anunciou campanha contra Lula no 2º turno. Para o eleitor que votou em Deltan, a vaga ainda não está garantida: depende de um julgamento sem data no TSE.

O outro lado

Sandro Alex (PSD) e Gleisi Hoffmann (PT) não tiveram manifestação sobre o resultado confirmada em fonte oficial ou em dois veículos grandes até 07/10. Gleisi publicou vídeo nas redes em 06/10 pedindo mobilização para Lula, registrado só em perfil não jornalístico.