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Zucco vence no 1º turno no RS e Gabriel Souza, vice de Eduardo Leite, fica com 8%

O PL leva o Palácio Piratini e uma das vagas do Senado; a outra fica com Marcel van Hattem, do Novo, por 4.263 votos de diferença entre os dois eleitos.

Briefing do Rumo nº 2 · Domingo, 4 de outubro de 2026

Em resumo

  • Luciano Zucco (PL) teve 58,05% dos votos válidos e governa o RS a partir de 06/01/2027.
  • Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) ficaram com o Senado; Manuela D'Ávila e Paulo Pimenta ficaram de fora.
  • Flávio Bolsonaro teve 55,64% no estado, contra 35,73% de Lula.

Zucco leva o Piratini sem segundo turno e a esquerda fica sem Senado

Luciano Zucco, do Partido Liberal (PL), foi eleito governador do Rio Grande do Sul no 1º turno, com 3.516.048 votos (58,05% dos válidos), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em dados das 21h12 de 04/10 com 100% das seções apuradas. Juliana Brizola, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), teve 31,65%. Gabriel Souza, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), vice-governador de Eduardo Leite, do Partido Social Democrático (PSD), ficou com 8,43%. Leite está no segundo mandato e não podia concorrer. Zucco e a vice, Silvana Covatti, do Progressistas (PP), tomam posse em 06/01/2027.

A coligação de Zucco também levou as duas vagas do Senado: Ubiratan Sanderson (PL), com 3.453.316 votos (30,11%), e Marcel van Hattem, do Partido Novo, com 3.449.053 (30,08%) — 4.263 votos de diferença entre os dois. Manuela D'Ávila, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), teve 17,07%, e o ex-ministro Paulo Pimenta, do Partido dos Trabalhadores (PT), 16,31%. Saem em 2027 Paulo Paim (PT) e Luis Carlos Heinze (PP), que não disputaram; Hamilton Mourão (Republicanos) segue até 2031.

Os dois eleitos fizeram do Supremo Tribunal Federal (STF) o centro do discurso. Em 04/10, Sanderson disse que, "se os ministros deram sentenças com base em ativismo político, eles vão ter que responder agora por isso"; Van Hattem, que vai "colocar o Supremo Tribunal Federal no seu lugar" (Jornal do Comércio).

Para presidente, o estado deu 55,64% dos válidos a Flávio Bolsonaro (PL) e 35,73% a Lula (PT), 1.279.024 votos de diferença (TSE, dados das 0h46 de 05/10). Na Câmara, Maurício Marcon (PL) foi o deputado federal mais votado, com 379.834 votos (6,22%), e o PL fez a maior bancada gaúcha: 8 das 31 cadeiras, contra 5 do PT e 4 do PP.

Com Zucco, o PL fecha os três governos do Sul no primeiro turno

Com a vitória no Rio Grande do Sul, o PL terá os governadores dos três estados do Sul a partir de 2027, todos decididos no 1º turno. Pelos números finais do TSE, Jorginho Mello foi reeleito em Santa Catarina com 68,98% dos válidos e Sergio Moro venceu no Paraná com 50,10%.

No estado gaúcho, a troca é de grupo político: depois de dois mandatos de Eduardo Leite, eleito em 2018 e reeleito em 2022, o Piratini passa ao partido de Flávio Bolsonaro. Zucco é deputado federal desde 2023, foi deputado estadual e serviu cerca de 27 anos no Exército, segundo a CNN.

Por que importa

O Rio Grande do Sul troca o grupo que governou o estado por oito anos por um aliado direto de Flávio Bolsonaro, com maioria folgada e sem precisar de segundo turno. No Senado, o estado passa a ter dois eleitos que fizeram campanha contra o STF; a esquerda, que tinha Paulo Paim, fica sem cadeira gaúcha a partir de 2027.

O outro lado

Juliana Brizola (PDT) reconheceu a derrota em 04/10, contou ter recebido telefonema de Zucco e pediu à militância que trabalhe pela reeleição de Lula: "Tivemos uma grande conquista, que foi unir o nosso campo no primeiro turno, o que nunca tinha acontecido" (Jornal do Comércio). Gabriel Souza (MDB), no mesmo dia: "Fomos atropelados pela polarização"; ele disse ter ligado para Zucco e prometido transição tranquila (Jornal do Comércio). Manuela D'Ávila e Paulo Pimenta: não localizei manifestação confirmada até 05/10.