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Carol De Toni, mais votada de SC, vota contra o PL se o partido salvar Alcolumbre

A senadora eleita abriu briga com o próprio partido dois dias depois da eleição. O estado mandou ao Senado ela e Carlos Bolsonaro, tirou Esperidião Amin e deu a Julia Zanatta a maior votação da história para a Câmara.

Briefing do Rumo nº 4 · Quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Em resumo

  • Jorginho Mello (PL) foi reeleito no 1º turno com 68,98%.
  • Carol De Toni (33,46%) e Carlos Bolsonaro (25,35%), ambos do PL, foram eleitos; Esperidião Amin (PP) ficou em 3º.
  • Julia Zanatta (PL) teve 560.223 votos, recorde do estado para deputado federal.

Jorginho reeleito, Carlos Bolsonaro senador e Amin fora depois de décadas

Jorginho Mello, do Partido Liberal (PL), foi reeleito governador em 04/10 com 68,98% dos votos válidos (2.942.386). Gelson Merísio, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), teve 15,66%, e João Rodrigues, 13,35%. Números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), leitura de 04/10, 21h56, com 100% das seções apuradas.

As duas vagas do Senado foram do PL: Carol De Toni, com 33,46% (2.694.918), e Carlos Bolsonaro, com 25,35% (2.041.840), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que mudou o domicílio eleitoral do Rio para Santa Catarina em 2025. O senador Esperidião Amin, do Progressistas (PP), ficou em 3º com 15,31%, e Décio Lima, do Partido dos Trabalhadores (PT), em 4º com 10,22%.

Para presidente, o estado deu 66,65% a Flávio Bolsonaro (PL) e 25,04% a Lula (PT), segundo o TSE em leitura de 05/10, 12h51: o terceiro maior percentual de Flávio no país.

Julia Zanatta (PL) foi a deputada federal mais votada, com 560.223 votos (13,15%), a maior votação para a Câmara na história de Santa Catarina. Jair Renan Bolsonaro (PL), outro filho do ex-presidente, também se elegeu, com 131.555 votos.

Carol De Toni ameaça votar contra o próprio partido para tirar Alcolumbre

Em entrevista à CNN Brasil em 06/10, a senadora eleita Carol De Toni disse que não fará parte de um eventual acordo do PL para manter Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) na presidência do Senado em 2027 e que, nesse caso, votará contra o partido. "Eu não farei parte desse acordo", afirmou.

Ela justificou a posição com a recusa de Alcolumbre em pautar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e disse que pode colocar o próprio nome à disposição para a disputa.

A eleição para a presidência do Senado é em fevereiro de 2027, com os novos senadores já empossados. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, já disse à CNN que o partido não apoiará Alcolumbre.

Por que importa

Santa Catarina terá, a partir de 2027, dois senadores do PL e um deles com sobrenome Bolsonaro, no lugar de um senador com décadas de mandato. A primeira briga da bancada nova já é contra o comando do Senado, o que pode pesar na pauta que interessa ao estado.

O outro lado

Davi Alcolumbre não respondeu a Carol De Toni em fonte confirmada até 07/10. Esperidião Amin não comentou a derrota em fonte confirmada até a mesma data.