Gilmar Mendes cita “irracionalidade” ao lamentar a derrota de Amin para Carlos Bolsonaro
Seis dias depois da eleição, um ministro do Supremo lamentou em público a saída de Esperidião Amin do Senado. O senador eleito Carlos Bolsonaro passou o sábado com o pai, em Brasília.

Em resumo
- Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) ganharam as duas vagas do Senado; Amin (PP) teve 15,31%.
- Jorginho Mello (PL) foi reeleito governador com 68,98% dos válidos.
- Flávio Bolsonaro teve 66,65% no estado, contra 25,04% de Lula.
PL leva governo, as duas cadeiras do Senado e o deputado mais votado
Jorginho Mello (PL) foi reeleito governador de Santa Catarina no 1º turno, com 2.942.386 votos (68,98% dos válidos). Gelson Merísio (PSB) ficou em segundo, com 15,66%, e João Rodrigues (PSD) em terceiro, com 13,35%. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), totalização de 04/10 às 21h56, 100% das seções.
As duas vagas do Senado foram para o PL: Carol de Toni, com 33,46% (2.694.918 votos), e Carlos Bolsonaro, com 25,35% (2.041.840). O senador Esperidião Amin (PP), que tentava a reeleição, ficou em terceiro, com 15,31%, e Décio Lima (PT) em quarto, com 10,22%.
Para presidente, Flávio Bolsonaro (PL) somou 66,65% dos votos válidos catarinenses e Lula (PT), 25,04%, segundo o TSE às 12h51 de 05/10.
Na Câmara, Julia Zanatta (PL) foi a mais votada, com 560.223 votos (13,15%). Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente, registrado na urna como "Jair Bolsonaro" (PL), foi eleito com 131.555 votos.
Gilmar Mendes lamenta a derrota de Amin e lembra eleição de 1974
No sábado (10/10), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou no X um texto sobre a não reeleição de Esperidião Amin. Ele comparou o caso à derrota de Djalma Marinho ao Senado em 1974 e retomou uma observação do ex-ministro Jarbas Passarinho: "os movimentos populares têm sua lógica e sua irracionalidade".
O ministro elogiou a carreira de Amin, que foi prefeito de Florianópolis, governador, deputado e senador, e escreveu que ele continuará a ter papel importante para os catarinenses. Gilmar não citou os dois eleitos, Carol de Toni e Carlos Bolsonaro.
Em dezembro de 2025, Amin chamou de "usurpação" uma liminar de Gilmar que restringia pedidos de impeachment de ministros do STF, segundo o Poder360.
Senador eleito, Carlos Bolsonaro visita o pai e diz que ele está mais magro
Também no sábado (10/10), Carlos Bolsonaro visitou o pai, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar em Brasília. A visita durou duas horas, o tempo autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Na saída, Carlos gravou vídeo dizendo que o pai está consciente e bem, mas com perda de massa muscular. Ao Metrópoles, disse que Jair está "feliz com o que está acontecendo no Brasil".
Por que importa
Santa Catarina terá a partir de 2027 duas cadeiras do PL no Senado e perde Amin, um dos políticos mais antigos do estado. Quando um ministro do Supremo comenta uma eleição já decidida, o tribunal entra no debate político do estado.
O outro lado
Até 11/10 não localizamos resposta de Carol de Toni, de Carlos Bolsonaro ou do próprio Amin à publicação de Gilmar Mendes em veículo grande.
